Instituto Pensar - Bolsonaro defende golpe de 64 em pronunciamento

Bolsonaro defende golpe de 64 em pronunciamento

por: Igor Tarcízio 


O presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento no Dia da Independência (Imagem: Reprodução)

Nesta segunda-feira (7), em pronunciamento em rede nacional, o presidente Jair Bolsonaro disse reiterar seu compromisso "com a Constituição e com a preservação da soberania, democracia e liberdade?, mas voltou a defender o golpe militar de 1964. Sua fala, em lembrança ao Dia da Independência, foi acompanhada por panelaços em algumas cidades.

"Nos anos 1960, quando a sombra do comunismo nos ameaçou, milhões de brasileiros, identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, foram às ruas contra um país tomado pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada?, disse Bolsonaro.

Ele acrescentou que o "sangue dos brasileiros sempre foi derramado por liberdade?.

"Vencemos ontem, estamos vencendo hoje e venceremos sempre?, disse. Afirmou ainda que, em 1822, a identidade nacional começou a ser desenhada com a miscigenação. "O Brasil desenvolveu o senso de tolerância.?

Em seu curto discurso, Bolsonaro também plagiou um trecho de um artigo de Roberto Marinho, que exalta a ditadura e "alfineta? a Rede Globo.

Cerimônia

Adaptada em função da pandemia do coronavírus, a cerimônia do 7 de setembro deste ano ocorreu em frente ao Palácio da Alvorada e durou pouco mais de 20 minutos. Sem máscara, o presidente Jair Bolsonaro chegou para a solenidade acompanhado de crianças no Rolls-Royce presidencial. Antes e depois do evento, ele cumprimentou e tirou fotos com apoiadores, provocando aglomeração.

Presentes na solenidade

Além de ministros, integrantes das Forças Armadas e parlamentares da base aliada, a celebração contou com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, que deixa o cargo na quinta-feira, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O senador do DEM foi vaiado ao chegar. O recém-empossado presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, também esteve presente.

presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não compareceu à solenidade. Ele viajou ao Rio de Janeiro para passar o feriado. Na semana passada, Maia revelou um novo conflito com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que, segundo o deputado, teria proibido que os auxiliares da equipe econômica o encontrassem.

Após a solenidade, Bolsonaro retornou para a residência oficial caminhando ao lado da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A cerimônia teve a execução do Hino Nacional, o hasteamento da bandeira e a apresentação da Esquadrilha da Fumaça.

A entrada do público foi restrita a uma área em que poderiam ficar entre 500 e 800 pessoas. A maioria vestia camisetas amarelas com frases de apoio ao presidente, à intervenção militar e com críticas ao STF.

"Jogaram o Brasil em um pesadelo que parece não ter fim?

Também nesta segunda, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou o 7 de Setembro para fazer um pronunciamento em que ataca Bolsonaro pelas mortes pela Covid-19 e o que ele classifica de ataque à soberania do país.

Segundo Lula, as elites conservadoras apoiaram Bolsonaro e as eleições de 2018 "jogaram o Brasil em um pesadelo que parece não ter fim?.

"Como nos filmes de terror, as oligarquias brasileiras pariram um monstrengo que agora não conseguem controlar, mas que continuarão a sustentar enquanto seus interesses estiverem sendo atendidos?, disse Lula.

Com informações do Valor Econômico



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